por Antonio Caldas Coni Neto

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Nascemos em um ambiente que não nos facilita o desenvolvimento da qualidade de "estar em contato com a essência". Não aprendemos a estar em contato com o nosso interior. Desde infância, gradativamente, fomos perdendo contato com a nossa fonte, com o nosso coração, com a nossa promessa, até o momento em que houve um rompimento, uma desconexão. Nos desconectamos e com a desconexão decidimos "não viver".
E o que é o "não viver"? São as nossas atitudes que agridem a nós mesmos, ao próximo e a humanidade, na maioria das vezes, inconsciente. No entanto, podem ser percebidas pelo resultado que elas provocam em nossas vidas no nível físico-pessoal, no nível psiquo-sócio-ambiental, e no nível espiritual. Como estamos cuidando do nosso corpo? Como estamos nos relacionando consigo mesmo, com o próximo e com o planeta? E como estamos espiritualmente?
"Não viver" é não acreditar que somos "vida". "Não viver" é estar atuando na vida em prejuízo de si mesmo, do próximo e da humanidade. É necessário decidir "viver", nascer de novo como um deus, renascer em "um caminho de deus".
Todos nós já fizemos um caminho pela estrada do "não viver". E é natural que as mudanças em nossas vidas não aconteçam em um "estalar de dedos". Não foi em um "estalar de dedos" que caminhamos até aqui. É necessário começar a mudar nossos hábitos, nossas atitudes, alargar a nossa percepção, expandir a nossa consciência para começar a viver. Não é fácil, mas, o tamanho da nossa dificuldade é o tamanho da nossa coragem, da nossa força e da nossa fé que estão dentro de nós.
O caminho do "não viver" faz parte de nós e é preciso compreendê-lo, utilizá-lo como um "caderninho de memórias", com muitas lições e oportunidades de aprendizados. E ele será muito útil em "um caminho de deus". E ao decidir "viver", nascer de novo, viva profundamente a sua riqueza interior. Simplesmente viva! Torne-se maior, aprofunde-se, liberte-se, expanda, torne-se um "sábio", um poço de sabedoria, uma fonte onde muitos possam vim beber da sua água e se sintam estimulados a tornarem-se fonte também, a tornarem-se sábios, mestres de si mesmo!
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