O mestre pergunta "O que fica se retirarmos o "Eu" e se retirarmos o "quero" da sua frase?". A "paz", responde o discípulo.
Tão simples e tão difícil. Nisto reside toda uma caminhada de "conhecer a si mesmo". Colocar o "Eu" a serviço do coração, "deixar de querer". "Querer paz" ainda é "querer". E toda busca, todo o "querer" é do ego, carente. Quando quiser algo, "pare"! Não importa o que for, "pare"! Interromper o "querer da mente" e ir para o coração. Este é um exercício. A "paz" encontraremos no coração.
É necessário aprender a sentir o coração. Estar aberto para ouvir o coração. Sem "querer"! O "querer" traz implicitamente consigo o medo, medo de tudo aquilo que não queremos. E não é possível sentir "paz" se ainda existe medo. A "paz" é um sentimento de aceitação, de totalidade, de abertura, um sentimento de amor, do coração, que não é contrário ao medo, mas que transcende ao medo. E notem que a paz é representada pela "cor branca" que é a união de todas as cores, do todo, a totalidade.
O "Eu" jamais sentirá "paz", pois, ele é movido pelo "querer" e a "paz" é um sentimento do coração. Então, se você sente que é chegado o momento, se o seu coração aponta para necessidade de sentir "paz", esteja aberto para o encontro com a essência, esteja aberto para o encontro consigo mesmo, esteja aberto para o caminho que colocará o "Eu" a serviço do coração. E este é um caminho de "deixar ir", de "deixar de querer", "deixar de buscar a paz" para "ser paz", aprender a atuar a partir do "sentir" e fazer da "paz" o caminho.



